sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Professor


PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO

Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.

É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Gerenciamento da sua sala de aula

  Seja Consistente em tudo que disser ou fizer

Esperamos que os outros sejam sempre íntegros e consistentes em suas ações para conosco. Os seus alunos e Pais também esperam isso de você.

Voltar atrás à palavra dada, descumprir uma regra, não honrar o que foi combinado ou prometido são faltas gravíssimas. O Professor estará modelando o caráter dos alunos por meio do exemplo do seu próprio caráter.

Por isso, cuidado com o seu modo de falar, talvez você mesmo esteja incitando que os alunos apresentem um linguajar grosseiro, irônico e até desrespeitoso.

Cuidado redobrado com os comentários que você faz pelos corredores e mesmo dentro da sala de aula.
É triste constatar que professores quando encontram outro colega comecem a fazer comentários nada agradáveis a respeito do Governo, do tempo, do trabalho, dos alunos e até mesmo dos Pais.

Ao fazer tais comentários estão revelando que não são confiáveis e dignos e o mais grave de tudo: perdem o respeito de quem está ouvindo.

Por isso, não importa se você é Professor do Ensino Infantil ou do Ensino Médio: seja íntegro nas suas ações e no seu linguajar, tenha sempre atitudes irrepreensíveis.

Crie as regras na sua sala de aula e cumpra-as. Jamais favoreça esse ou aquele aluno, jamais tome partido, procure ser justa , nunca use de retaliações, seja consistente sempre.

Choque Elétrico


Cuidado, está dando choque!
“Cuidado, está dando choque!” Esta expressão de alerta ainda é muito ouvida nos ambientes de trabalho, quando alguém se aproxima de determinados equipamentos. E isso é um mau sinal. Sua repetição indica a precariedade da instalação elétrica, do equipamento e dos dispositivos de proteção.
O choque elétrico é a consequência de um acidente que pode e deve ser evitado: um contato com um material condutor de eletricidade, que não deveria estar energizado naquele momento. Não vamos tratar aqui dos acidentes com eletricistas em quadros, redes aéreas e subterrâneas, painéis e subestações. Esses casos, nós vamos abordar em outra ocasião. Estamos destacando aqui essas incontáveis ocorrências com aqueles que interagem indiretamente com a eletricidade, isto é, todos nós, em nossas casas, nas ruas, em atividades de lazer e, é claro, nos locais de trabalho.
Por definição, o choque elétrico é o efeito que se manifesta no organismo humano quando é percorrido por uma corrente elétrica. Usando uma comparação simples, com base nos dados científicos disponíveis, a intensidade de corrente elétrica que pode começar a causar efeitos indesejáveis no organismo humano é mil vezes menor do que a necessária para fazer funcionar uma lâmpada de 100W. Infelizmente, pouca gente sabe disso e desdenha do perigo de instalações e equipamentos elétricos de baixa tensão.
A maioria das pessoas já passou pela experiência de um choque elétrico e por terem saído ilesas consideram esse tipo de acidente inofensivo. Aplicam o princípio da auto-exclusão quando o assunto é a susceptibilidade aos acidentes. Alguns até acham engraçado “levar um choque”. É a completa banalização do perigo e o desconhecimento sobre a ocorrência estimada de mais de mil mortes por ano, no Brasil, decorrentes de acidentes com eletricidade; muitos deles em situações corriqueiras e em baixa tensão.
Alguns curiosos se orgulham da coragem ao tratar com eletricidade, outros consideram exageradas as medidas de prevenção e há aqueles que acham tudo muito caro. Preferem comprar equipamentos e materiais mais baratos, suprimir dispositivos de proteção e delegar a execução e manutenção da instalação elétrica a um obreiro corajoso, promovido, “por bravura”, à condição de eletricista. Diante de todos esses absurdos, que ocorrem em todos os tipos de ambientes, incluindo os do trabalho, os profissionais de segurança, muitas vezes atônitos com a aparente complexidade do tema, são surpreendidos com acidentes graves e fatais em instalações e serviços de rotina.
Registros de chuveiros, cercas, grades e portões, postes, andaimes, balcões térmicos, bombas e motores diversos, máquinas de solda, refrigeradores, enfim, uma série de equipamentos que deveriam estar cumprindo a sua missão funcional de transformar energia elétrica em frio, calor e movimento, transformam-se em algozes de pessoas inadvertidamente expostas ao risco de contato com suas partes indevidamente energizadas. Por que isso acontece e o que podemos fazer para impedir que continue ocorrendo? Vamos tentar responder e dar algumas sugestões.
Todos os equipamentos e instalações podem apresentar defeito; isso é algo inquestionável. No caso de equipamentos elétricos, uma falha comum é o contato interno dos seus circuitos (fios e cabos) com as partes metálicas que os circundam. Quando isso ocorre, uma parte da corrente elétrica passa a circular pela parte externa desses equipamentos, procurando um caminho de baixa resistência para continuar fluindo. Quando alguém faz contato com esse equipamento, o seu corpo completa esse caminho mais fácil para essa corrente elétrica que quer “fugir” do circuito para o qual ela foi projetada. O corpo humano também oferece uma resistência à passagem da corrente elétrica cujo valor depende, entre outros fatores, do percurso dessa corrente pelo corpo e da resistência da pele nos pontos de contato. Por outro lado, a resistência da pele varia bruscamente com a presença da água, seja a umidade natural do corpo (suor) ou o contato com as mãos ou pés molhados ou em situações com partes do corpo imersas ou encharcadas.
Apenas, para efeito de curiosidade, um valor atribuído à resistência do corpo humano, em ambientes externos, sujeitos à presença de água, é de 1.000 Ω e pode ser menor se ocorrer imersão de partes do corpo, como é o caso de tanques, galerias, caixas de passagem, banheiras e piscinas.
Ao percorrer o corpo humano, essa corrente elétrica causa danos, temporários ou permanentes, ao sistema nervoso; gera contrações musculares dolorosas, prolapso (deslocamento permanente de órgãos internos) e pode alterar o funcionamento de músculos vitais como o diafragma e o coração. Além disso, toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica, há dissipação de calor, podendo causar queimaduras na pele e em órgãos internos.
Ora, se os equipamentos e instalações elétricas estão sujeitos a falhas e elas podem expor as pessoas ao risco de contato, com consequências graves e previsíveis, é natural que sejam adotadas medidas de controle. Essas medidas são conhecidas e previstas nas normas técnicas de instalações elétricas e a sua adoção é obrigatória de acordo com inúmeros instrumentos da legislação vigente, desde o código de defesa do consumidor, até a regulamentação trabalhista específica (NR-10), passando por alguns outros menos conhecidos, mas que servem de reforço ou respaldo; se é que isso é coisa necessária para se fazer o que é certo.
“Faça a coisa certa.” Esta é a principal recomendação quando o assunto é a segurança das pessoas que podem estar expostas ao perigo. Não há muitas novidades em medidas de proteção contra choques elétricos. Os conceitos básicos são antigos, pois estamos falando de aterramento por meio de condutores de proteção (fio-terra), tomadas e plugues com três pinos para permitir a conexão do fio-terra até o quadro de distribuição, dispositivos de proteção diferencial, duplo isolamento de ferramentas elétricas manuais, fios e cabos protegidos em eletrodutos e bandejas (eletrocalhas), circuitos protegidos por disjuntores e fusíveis, inspeções e testes periódicos no sistema de aterramento, utilização de extra-baixa tensão para locais com possibilidade de contato em imersão (banheiras e piscinas, por exemplo).
Não se espera que os profissionais de segurança dominem toda essa tecnologia. O nosso papel é fazer valer a nossa capacidade de percepção de risco e exigir dos especialistas, sejam eles os engenheiros, eletrotécnicos ou eletricistas, a comprovação da obediência às prescrições técnicas de projeto, operação e manutenção das instalações. Vale destacar que o eletricista é o executor dos serviços, cuja especificação deve estar sob a responsabilidade técnica de um engenheiro ou de um eletrotécnico, dependendo das características da instalação.
Se há contato com equipamentos elétricos, há o risco de energização acidental. Basta que a tensão da instalação seja igual ou superior a 50 volts. E isso vale no Brasil e em qualquer lugar do mundo. É um dado que deve estar previsto nas análises de risco. Ainda mais nos ambientes de trabalho, pois os acidentes com eletricidade apresentam uma taxa de gravidade mais alta do que a média dos outros tipos de acidentes de trabalho.
O choque elétrico mata, mesmo em baixa tensão, e com equipamentos e instalações rotineiras. Sem medidas de proteção adequadas não há como escapar; é apenas uma questão de tempo. Não basta pensar sobre o assunto, é preciso agir. E isso vai muito além do cumprimento de uma norma ou regulamento, como é o caso da NR-10, é uma mudança de cultura, é a implantação de uma cultura de segurança.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DICAS PARA VERIFICAÇÃO EM UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA II

1. Não manusear aparelhos elétricos e instalações elétricas quando houver contato com
água, pode provocar acidentes fatais.
2. Ao lidar com eletricidade, procurar usar calçado de sola de borracha grossa e entérica,
evitando possíveis choques.
3. Nunca segurar dois fios ao mesmo tempo. O contato simultâneo com os dois pode
ocasionar passagem de corrente elétrica e uma possível parada cardíaca.
4. Quando tiver que lidar com as instalações elétricas, isolar sempre o fio que acabou de
mexer antes de desencapar o outro.
5. Em caso de necessidade de corte de energia, sobretudo quando houver dúvida de qual é
o disjuntor específico, desligar o disjuntor geral primeiro.
6. Parte da instalação não funciona:
• Verificar no quadro de distribuição se o disjuntor daquele circuito não está desligado;
em caso afirmativo, religá–lo.
• Se ao religá-lo ele voltar a desarmar, solicite a assistência de um técnico habilitado,
pois duas possibilidades ocorrem:
o O disjuntor está com defeito e deverá ser substituído por outro;
o Existe algum curto-circuito na instalação e será necessário reparo.
7. Disjuntor do quadro de distribuição desarmando com freqüência:
• Verificar se existe algum mau contato elétrico (conexões frouxas), que é sempre
fonte de calor, o que afeta a capacidade dos disjuntores; nesse caso, um simples
reaperto nas conexões resolverá o problema.
• Outra possibilidade é que o circuito esteja sobrecarregado com instalação de novas
cargas, cujas características de potência são superiores as previstas no projeto; tal
fato deve ser rigorosamente evitado.
• Verificar se existe algum aparelho conectado ao circuito em questão, com problema
de isolamento ou mau contato, que possibilite fuga de corrente.
8. Superaquecimento do quadro de distribuição
• Verificar se existe conexões frouxas e reapertá-las.
• Verificar se existe algum disjuntor com aquecimento acima do normal, isto pode ser
provocado por mau contato interno do disjuntor devendo o mesmo ser
imediatamente desligado e substituído.
9. Chuveiro elétrico não esquenta a água:
• Verificar se a chave de proteção no quadro de distribuição está desarmada; caso
esteja, religá-la.
• Persistindo o problema, verificar se não ocorreu a queima da resistência do chuveiro
elétrico; se for o caso, substituí-la.

DICAS PARA VERIFICAÇÃO EM UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA

Este documento criado com base no capítulo 7 da Norma de Instalações Elétricas de Baixa
Tensão, NBR5410/04, tem o objetivo de auxiliar os profissionais nos procedimentos em uma
verificação nas instalações elétricas antes da entrega da obra.
Itens a serem verificados:
1) Verifique se há um projeto da instalação elétrica ou reforma de acordo com o que foi
instalado.
2) Caixas de ligação devem estar sempre tampadas.
3) Os produtos e dispositivos de proteção (Disjuntores, Fios e Cabos,Reatores e Lâmpadas
Fluorescentes, Interruptores e tomadas) devem possuir o selo do INMETRO
4) As emendas dos fios e cabos não podem estar dentro de eletrodutos, ou seja, devem
estar sempre dentro das caixas de passagens, e devem estar bem isoladas.
5) As tomadas devem ser do tipo com contato de aterramento, ou seja, 2 pólos e terra.
6) O fio terra deve estar instalado em todas as tomadas e pontos de iluminação e deve ser
com capa nas cores verde e amarelo, ou simplesmente verde.
7) Os circuitos de iluminação não devem estar junto com os circuitos que atendam
tomadas, somente em casos especiais – Verifique as restrições na norma NBR5410/04
8) Os circuitos de iluminação devem ser instalados com fio de seção maior ou igual a
1,5mm2.
9) Os circuitos de tomadas de uso geral devem ser instalados com fio de seção maior ou
igual a 2,5mm2.
10) Tem que haver pelo menos 1 (um) DR – Dispositivo Diferencial Residual – de 30mA
instalado no quadro de distribuição, porém o ideal é ter mais que um por quadro.
11) Verifique se algum condutor neutro foi usado como condutor de proteção (fio terra) e em
caso positivo elimine-o.
12) Os eletrodutos devem possuir folga de aproximadamente 50% em seu interior.
13) O quadro de distribuição deve possuir proteção para que os usuários não tenham acesso
as partes vivas.
14) O Quadro de distribuição não deve ser de material combustível como madeira, por
exemplo, e deve ser identificado na parte externa.
15) O quadro deve estar localizado longe de áreas molhadas (Box), fonte de gás, e tem que
estar desobstruído para fácil acesso.
16) Os dispositivos de proteção (Disjuntores, Fusíveis, DR) devem possuir identificação para
que o usuário identifique a que circuito cada proteção pertence.
17) A cor do fio neutro deve ser sempre azul clara.
18) Teste o DR acionando o botão de teste. Este deve interromper a passagem da corrente
elétrica e poder ser rearmado sem problemas.
19) Verifique a continuidade do Condutor de proteção (Fio terra) medindo com um
Ohmímetro desde a conexão com a tomada até a conexão com o eletrodo de
aterramento.
20) Verifique se o eletrodo de aterramento existe (se não esta danificado, corroído, ou
interrompido) e esta conectado ao fio terra. Verifique também que esta conexão esteja
firme.
21) Verifique se não há fios soltos (fora de eletrodutos, bandejas etc) no piso, nas paredes,
no teto, mesmo que sobre forros ou revestimentos.
22) Após todas esta providências, verifique o funcionamento operacional da instalação, como
tomadas e lâmpadas e interruptores funcionando corretamente, e se não há algum
componente visualmente danificado.