sábado, 23 de junho de 2012

Alta incidência de raios elétricos requer manutenção constante de para-raios

São Paulo tem média recorde de raios no mês de junho
Programa Casa Segura

No último dia 11 de junho a cidade de São Paulo registrou um número considerável de raios incidindo sobre a capital. Segundo o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosféricado) do INPE, em pouco mais de 4 horas foram 422 descargas atmosféricas (sendo quase 200 do tipo nuvem-solo, que causam danos).
O número é baixo quando comparado com a incidência média em dias de verão, mas é atípico quando comparado ao mês de junho de anos anteriores, sendo o maior número dos últimos sete anos (para o mês de junho).
No ano passado, o Elat divulgou estudo revelando que, em média, 132 pessoas por ano no Brasil são vítimas de raios, e que São Paulo está em segundo lugar no número de mortes entre 2000 e 2009, com 14 óbitos, atrás apenas de Manaus. 
Edifícios localizados em região com maior concentração de raios devem instalar e fazer manutenção periódica dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), popularmente conhecidos como para-raios.
“O custo de um para-raio é quase desprezível em relação ao valor da construção de um imóvel, é uma medida de segurança que deve ser implantada e fiscalizada pelo menos uma vez ao ano”, explica Hilton Moreno, engenheiro eletricista e consultor do programa Casa Segura
Além do para-raios, é preciso avaliar se a instalação do sistema de aterramento do imóvel está correta e, em casos de edificações antigas, se este sistema existe. Para completar a segurança contra queimas de aparelhos, é muito importante também a instalação dos chamados dispositivos protetores de surtos (DPS).
Atualmente, a maioria dos municípios brasileiros possui normas que regulamentam as construções para a instalação correta de meios de proteção contra raios. A fiscalização é feita pelo Corpo de Bombeiros. Segundo Moreno, o risco maior está nas pessoas que optam por construir ou reformar sem apoio de empresas especializadas.

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