Alta incidência de raios elétricos requer manutenção constante de para-raios
São Paulo tem média recorde de raios no mês de junhoPrograma Casa Segura

No
último dia 11 de junho a cidade de São Paulo registrou um número
considerável de raios incidindo sobre a capital. Segundo o Elat (Grupo
de Eletricidade Atmosféricado) do INPE, em pouco mais de 4 horas
foram 422 descargas atmosféricas (sendo quase 200 do tipo nuvem-solo,
que causam danos).
O número é baixo quando comparado com a
incidência média em dias de verão, mas é atípico quando comparado ao mês
de junho de anos anteriores, sendo o maior número dos últimos sete anos
(para o mês de junho).
No ano passado, o Elat divulgou estudo
revelando que, em média, 132 pessoas por ano no Brasil são vítimas de
raios, e que São Paulo está em segundo lugar no número de mortes entre
2000 e 2009, com 14 óbitos, atrás apenas de Manaus.
Edifícios localizados em região com
maior concentração de raios devem instalar e fazer manutenção periódica
dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA),
popularmente conhecidos como para-raios.
“O custo de um para-raio é quase
desprezível em relação ao valor da construção de um imóvel, é uma medida
de segurança que deve ser implantada e fiscalizada pelo menos uma vez
ao ano”, explica Hilton Moreno, engenheiro eletricista e consultor do
programa Casa Segura
Além do para-raios, é preciso avaliar se
a instalação do sistema de aterramento do imóvel está correta e, em
casos de edificações antigas, se este sistema existe. Para completar a
segurança contra queimas de aparelhos, é muito importante também a
instalação dos chamados dispositivos protetores de surtos (DPS).
Atualmente, a maioria dos municípios
brasileiros possui normas que regulamentam as construções para a
instalação correta de meios de proteção contra raios. A fiscalização é
feita pelo Corpo de Bombeiros. Segundo Moreno, o risco maior está nas
pessoas que optam por construir ou reformar sem apoio de empresas
especializadas.
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