TRÊS PRESSUPOSTOS PARA SEGURANÇA
Autor: Sergio Roberto dos Santos
Muito
se tem lutado pela segurança das instalações elétricas e nos serviços
em eletricidade, mas qual é a base para a construção de uma cultura da
segurança em todas as etapas do fornecimento de energia elétrica.Em primeiro lugar vem a qualificação profissional de todos os envolvidos no processo. Não só ajudantes ou eletricistas, mas também os engenheiros devem estar qualificados para as funções que desempenham. Embora seja óbvia a necessidade de conhecimento para os funcionários na base da instalação, os engenheiros e técnicos também devem ter o pleno domínio das suas tarefas e responsabilidades.
O engenheiro experiente precisa de reciclagem tanto quanto o recém formado necessita da prática profissional. A tecnologia sempre foi dinâmica, mas atualmente a velocidade da mudança exige uma atualização permanente. Existem estudos em empresas concessionárias de energia, que mostram um elevado índice de acidentes graves envolvendo os profissionais mais antigos, que adquiriram um grau de confiança tal que resvalou na negligência.
Em segundo lugar, temos o uso da tecnologia como uma aliada. Uma série de produtos, dispositivos, materiais e equipamentos surgiram para aumentar a segurança, diminuir as situações de risco e proporcionar confiabilidade na relação entre as pessoas e a eletricidade.
Sistemas de identificação, travamentos, bloqueios, padrões de tomadas, acionamentos de disjuntores etc., surgiram no mercado, dependendo apenas da iniciativa dos profissionais em usá-los, conscientizando seus clientes ou suas empresas do retorno proporcionado pelo investimento em segurança.
Em terceiro lugar, mas não menos importante, uma legislação moderna e eficiente pode conduzir a sociedade na direção da valorização da segurança como um direito fundamental do cidadão, esteja ele na sua casa, trabalho ou lazer. Independente de ser o fornecedor de serviço executando uma instalação elétrica ou o cliente desfrutando de seus benefícios, todos aqueles envolvidos em um acidente provocado pela eletricidade poderão sofrer desde um pequeno choque até a perda da vida e poderão também ter um prejuízo de uma simples tomada até todo o seu patrimônio.
É uma função do Estado, induzido pela sociedade, criar meios para que as condições anteriores sejam postas em prática e que os desvios na direção da insegurança sejam coibidos.
Sergio Roberto Santos é engenheiro eletricista especializado na proteção contra surtos de equipamentos eletrônico e conselheiro da Abracopel.

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